P articularmente público ou Publicamente particular? Convém desde já fazer a minha declaração de interesses para que não haja equívocos. Todo o meu percurso de aluno foi feito em escolas públicas, desde o ensino primário ao ensino pós-graduado. Como docente, grande parte do meu percurso foi feito em escolas públicas. No entanto, neste último ano abracei alguns projetos em instituições privadas, onde estou a desenvolver a minha atividade profissional. Conheço, por isso, as vantagens e desvantagens de cada um dos lados, as suas limitações e méritos, mas não é exatamente isso que está aqui em discussão. Não pretendo abordar aqui qualquer questão relacionada com a qualidade de ensino, até porque as variáveis são muitas e seria necessária uma análise exaustiva a cada caso, que não tem lugar no espaço destinado a esta crónica. Para os que seguem os meus textos, sabem que defendo de forma acérrima aquilo que chamo como “consciência da escolha”, ou seja, que o estado e a sociedade dev...
A parábola da galinha e da vizinha Conta-se por aí que num certo tempo, num qualquer país por aí, havia uma família que tinha uma galinha. A galinha era magra como os seus donos e, nem estes tinham comida para dar à galinha, nem a galinha por ser tão esquelética, lhes servia de comida. A certa altura uma vizinha, que passava pela porta daquela família, ao ver a galinha tão fraca e magra, começou a deixar um pouco de milho todos os dias. Ao fim de algum tempo, a galinha foi naturalmente engordando e passados alguns meses, não mais do que três, as cores vivas voltaram às suas penas e a carne voltou a envolver os seus ossos. Naturalmente, todos ficaram agradecidos com a generosidade da vizinha, pois se ajudava a galinha também os ajudava a todos. Claro que galinha gorda em tempo de fome tem o destino traçado. No entanto, esse destino, com cheiro a cabidela, foi sendo adiado a pedido da própria vizinha. A galinha estava mais gorda do que nunca, mas a família continuava magra, já que c...
Wise nonsense Um sorriso, uma flor, um beijo, e um soluço puxado da lágrima que cai E me atira ao frio da pedra. Estremecer, frio Sonhar que aquece Pedra chão Pedra casa Frio meu Frio pedra Um beijo, um sorriso, uma flor e perder-me num abismo das cores, querer cair onde não há chão Repetir Cair sempre Cair cor Abismo chão Uma flor, um beijo, um sorriso e uma imagem para sempre guardada Momento eterno Tempo pára Tempo pára Tempo não pára! João da Cunha/2017
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