E tu frágil me acercas, E é a mim que vejo uns passos à frente. E digo-te como se dissesse a mim próprio que há que lembrar, há que saber... Mas tu não sabes, já não sabes... E eu também não saberei. Caminhemos juntos mais um pouco... a nossa sombra é igual, e cada um no seu esquecimento, presente e futuro, e tiremos uma fotografia juntos: um para não esquecer e o outro para recordar.
Suave melancolia Que me leva os dias E me traz ondas onde nasço e logo morro. Suave melancolia Porque nada dura, apenas a espuma fica, brilhante, porém efémera, que logo de desfaz e de novo nasço e morro na cadência certa, tormentosa e cruel. Suave melancolia Em que desenho o som do mar na areia virgem. jCS/2018
P articularmente público ou Publicamente particular? Convém desde já fazer a minha declaração de interesses para que não haja equívocos. Todo o meu percurso de aluno foi feito em escolas públicas, desde o ensino primário ao ensino pós-graduado. Como docente, grande parte do meu percurso foi feito em escolas públicas. No entanto, neste último ano abracei alguns projetos em instituições privadas, onde estou a desenvolver a minha atividade profissional. Conheço, por isso, as vantagens e desvantagens de cada um dos lados, as suas limitações e méritos, mas não é exatamente isso que está aqui em discussão. Não pretendo abordar aqui qualquer questão relacionada com a qualidade de ensino, até porque as variáveis são muitas e seria necessária uma análise exaustiva a cada caso, que não tem lugar no espaço destinado a esta crónica. Para os que seguem os meus textos, sabem que defendo de forma acérrima aquilo que chamo como “consciência da escolha”, ou seja, que o estado e a sociedade dev...
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